quinta-feira, outubro 12, 2006

O Guia do Terrorista

A paranóia é o melhor aliado do terrorismo, pois coloca um deles atrás de cada esquina.


Assim, a reacção mais inconveniente para a sua posição seria ignorá-los, suportá-los, desprezá-los. Aliás, isso concorda com o método operacional mais adequado, pois a única forma de os combater é exactamente no seu meio. No oculto, nas trevas, no silêncio. O terrorismo é sempre e só assunto para os serviços secretos, nunca objectivo para militares ou polícias.


Mas aqui o terrorista conta com um elemento precioso das democracias ocidentais: o domínio dos media, a soberania da opinião pública. O Ocidente vive alimentado pela emoção. Seja adrenalina futebolística, libido sexual ou terror global, estamos tão viciados em emoção que não conseguimos tirar os olhos.


A técnica destes guerrilheiros modernos é muito simples. Fazer um acto brutal e espectacular e depois contar com o nervosismo resultante para provocar os efeitos.


Os políticos querem usar o heroísmo, os jornais precisam de novas histórias, os cidadãos exigem saber pormenores.


Os terroristas estão tão adaptados ao nosso tempo quanto os reality shows ou as supermodelos. Não é possível enfrentá-los racionalmente.


Neste quadro, a guerra, que corresponde literalmente a tentar matar um mosquito com um canhão, é irresistível. Mas ela, não só não atinge as forças terroristas, sempre ocultas, como se revela a forma mais eficaz de gerar os principais ingredientes do terrorismo: o desespero e o orgulho.


Deste modo, o terror aproveita-se da esquerda e da direita.


Saddam nunca fez tanto pelos terroristas como quando caiu.


Zapatero promoveu-os quando prometeu sair, ganhou quando eles atacaram e saiu como eles exigiam.


Todos os terroristas do mundo torcem para que o Presidente Bush ganhe as eleições.



parte 1/2
parte 2/2


Este documento foi criado em 2001, pouco tempo depois do 11 de Setembro, com excertos de outros artigos que tal como este, queriam dar às pessoas uma imagem mais real da que havia na altura, acerca dos terroristas. Embora aos 11 anos eu sabia que não tinha uma noção clara e verdadeira do que realmente acontecia, ao produzir este artigo, fiquei com uma noção muito mais nítida sobre o Terrorismo e desde então, estes "conceitos" têm-me ajudado sempre a fazer uma melhor análise das informações que recebo.