quinta-feira, outubro 26, 2006

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Enfiando os maços na mochila, pôs-se a caminho da escola. Pedro era um rapaz de 16 anos, por sinal muito azarado, a quem tudo corria mal. Ao ponto de a sua mãe dizer que estava amaldiçoado. Não fosse o diabo tecê-las, cavou um buraco alguns metros mais à frente, ao pé de dois pedregulhos que tinham uma forma tão engraçada que até pareciam siameses. Chegou à escola atrasado e, quando entrou na sala de aula, já tinha falta. Sentou-se no seu lugar habitual e a professora perguntou-lhe pelos trabalhos de casa. Abriu a mala em busca deles, mas tinha-os esquecido na secretária do seu quarto. Claro que acabou por levar uma falta de trabalho de casa. Durante a aula só pensava no que havia de fazer com aquele dinheiro: uma mota não seria mal pensado, ou então um computador portátil... Algumas ideias como esta esvoaçavam na sua cabeça. Entretanto, a Professora Felismina fez-lhe uma pergunta à qual obviamente não respondeu. Como consequência, ela colocou um sinal de menos na sua caderneta. Quando a aula terminou, foi a correr desenterrar o dinheiro. No exacto momento em que procedia a esta operação...
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