4ª parte
Acordou sobressaltado. Levantou-se e olhou pela janela. O seu céu estava azul, e isso fez azul a cor dele. Saiu do quarto e encaminhou-se para a rua. Encontrava-se num sítio familiar. Olhou para tudo o que o rodeava, viu o seu jardim verde, e isso fez verde a cor dele... "Porque é que as coisas têm de estar sempre a mudar desta forma?". Já estava a ficar nervoso outra vez.
Foi por um caminho familiar e encontrou o seu pedregulho, que estava deslocado. O que tinha ele guardado ali? Não importava. Correu para os arbustos e encontrou a sua faca. Voltou pelo mesmo caminho e viu o seu carro com alguém lá dentro, atravessou a estrada com a mão na faca e aproximou-se do carro lentamente. Tentou abrir as portas mas estavam trancadas. Olhou pelo espelho mas não estava ninguém lá dentro. Assustou-se de repente quando reparou numa cara a olhar para ele no espelho do carro... "Quem és tu?". Ouviu um barulho vindo das portas do carro e reparou em alguém no seu lado direito, do outro lado da rua, com as suas chaves. Pegou na sua faca e começou a correr em direcção a essa pessoa. Agora o vermelho era a sua cor e, claro, aquela pessoa era dele também. Aquela pessoa estava parada a olhar para ele, e ele tão «vidrado» nessa pessoa nem reparou no carro que embateu contra a sua perna direita. Depois sentiu a sua cara de encontro ao vidro, que se estilhaçou, ferindo-o tanto a ele como aos passageiros.
Estava com os olhos fechados e cheio de dores. Não via nada senão negro. Agora o preto era a sua cor.
Pedro acordou no hospital.
(...)
Foi por um caminho familiar e encontrou o seu pedregulho, que estava deslocado. O que tinha ele guardado ali? Não importava. Correu para os arbustos e encontrou a sua faca. Voltou pelo mesmo caminho e viu o seu carro com alguém lá dentro, atravessou a estrada com a mão na faca e aproximou-se do carro lentamente. Tentou abrir as portas mas estavam trancadas. Olhou pelo espelho mas não estava ninguém lá dentro. Assustou-se de repente quando reparou numa cara a olhar para ele no espelho do carro... "Quem és tu?". Ouviu um barulho vindo das portas do carro e reparou em alguém no seu lado direito, do outro lado da rua, com as suas chaves. Pegou na sua faca e começou a correr em direcção a essa pessoa. Agora o vermelho era a sua cor e, claro, aquela pessoa era dele também. Aquela pessoa estava parada a olhar para ele, e ele tão «vidrado» nessa pessoa nem reparou no carro que embateu contra a sua perna direita. Depois sentiu a sua cara de encontro ao vidro, que se estilhaçou, ferindo-o tanto a ele como aos passageiros.
Estava com os olhos fechados e cheio de dores. Não via nada senão negro. Agora o preto era a sua cor.
Pedro acordou no hospital.
(...)


<< Home